Primeiros 90 Dias de MEI e o Limite de Faturamento
Um checklist para organizar o começo e o que fazer quando o negócio crescer além do MEI


O que acontece quando passa do limite
Segundo as regras da Receita Federal e do Simples Nacional, o que acontece depende de quanto você ultrapassou:
Os primeiros três meses depois de abrir o MEI definem o ritmo do negócio. É nesse período que se criam os hábitos de pagar o DAS em dia, emitir nota, separar o dinheiro e anotar o faturamento. Também é quando dá para enxergar se o MEI vai comportar o crescimento ou se, em pouco tempo, vai ficar pequeno. Neste artigo, que fecha a série "Abrir MEI na Prática", você vai encontrar um checklist dos primeiros 90 dias e entender o que acontece quando o faturamento passa do limite.
Checklist dos primeiros 90 dias
Use a tabela abaixo como roteiro. Cada item é simples, mas, juntos, eles deixam o MEI regular e organizado.


A segunda situação é a que mais pesa no caixa, porque cobra de uma vez impostos de vários meses. Por isso, acompanhar o faturamento mês a mês não é burocracia: é proteção.
Outros motivos também tiram o negócio do MEI: contratar um segundo empregado, abrir filial, entrar como sócio em outra empresa ou passar a exercer uma atividade fora da lista permitida.
Conclusão e próximos passos
Abrir o MEI é o começo. Mantê-lo em dia e saber a hora de mudar é o que protege o negócio. Para fechar esta série:
Siga o checklist dos primeiros 90 dias.
Some o faturamento todo mês e compare com o limite, inteiro ou proporcional.
Procure um contador quando a média mensal se aproximar de R$ 6.000.
Acompanhe a sanção do novo limite pelo Portal do Empreendedor.
Com esses cuidados, o MEI cumpre o papel para o qual foi criado: ser a porta de entrada para um negócio formal que pode crescer com segurança.
Se algum item ficou para trás, não tem problema. O importante é que, ao final dos 90 dias, a rotina esteja funcionando sem depender da memória.
Como acompanhar o limite de faturamento
O limite do MEI em 2026 é de R$ 81 mil por ano. Quem abre no meio do ano tem um limite proporcional, de R$ 6.750 por mês de atividade, contando o mês da abertura.
Exemplo: quem abriu o MEI em fevereiro tem 11 meses de atividade no ano. O limite proporcional é 11 × R$ 6.750 = R$ 74.250.
O jeito mais simples de acompanhar é somar o faturamento todo mês, com base no relatório mensal de receitas, e comparar com o limite. Uma regra prática: se a média mensal passar de R$ 6.000 de forma constante, é hora de conversar com um contador. Ainda há folga, mas o risco de estourar no fim do ano aumenta.
Atualização (16/10/2026):
Em outubro de 2026, o Congresso aprovou o Projeto de Lei Complementar nº 186/2026, que muda as regras do MEI. Pelo texto, o limite de faturamento sobe de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e para R$ 140 mil a partir de 2028. O projeto também permite, em algumas situações, contratar até dois empregados. O texto ainda aguarda a sanção do presidente e, até lá, as regras explicadas neste artigo continuam valendo, inclusive o limite de R$ 81 mil em 2026. Assim que a lei for sancionada, este conteúdo será atualizado. Enquanto isso, acompanhe pelo Portal do Empreendedor (gov.br/mei).
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